O
Mel de Abelha
O mel
de abelha é produzido a partir do néctar de milhares de milhares de flores. O mesmo
apresenta uma composição química bastante complexa que varia de acordo com o
tipo de flor e a estação do ano.
O
uso humano do mel é bastante antigo, remonta a 8 mil anos, conforme demonstram
pinturas da idade da pedra. O mel contém aproximadamente 200 substâncias. O
mesmo é composto por frutose, glicose, frutooligossacarídeos, e muitos aminoácidos,
vitaminas (vitaminas do complexo B e vitaminas C e E), minerais (cálcio, magnésio, potássio, iodo, zinco, cobre, manganês, selênio), enzimas, flavonoides, ácidos fenólicos e glutationa
reduzida. (Ball, 2007; Ediriweera e Premarathna, 2012; Eteraf-Oskouei e Najafi, 2012).
Os
Benefícios do Mel de Abelha
Cuide muito bem do seu bem
mais precioso, você próprio. Além de ser uma delícia, o mel possui muitas
propriedades nutritivas e medicinais que melhoram a nossa saúde, não por acaso o mel era chamado pelos gregos e pelos romanos de o “Néctar dos Deuses”, o “Elixir da Vida”.
Aumento
da longevidade
O mel protege as nossas
células contra o envelhecimento, e isto aumenta a longevidade humana. O mel
retarda o envelhecimento de todos os tipos de células do nosso corpo, incluindo
as células da pele, por isso, pessoas que consomem mel diariamente envelhecem
mais lentamente e com muito mais saúde, com uma pele mais jovial, devido à
inibição do desenvolvimento das tão indesejadas “rugas”.
Mas por que o mel
retarda o envelhecimento?
Os antioxidantes presentes
no mel (flavonoides, ácidos fenólicos, vitaminas C e E e a enzima superóxido
dismutase) atuam conjuntamente protegendo as nossas células contra danos
causados por radicais livres (átomos ou moléculas que desestabilizam a membrana
das nossas células) e isso retarda o envelhecimento do corpo humano. (Eteraf-Oskouei e Najafi, 2012; Ferreira e Matsubara, 1997; Samarghandian, et al., 2017; Viuda-Martos, et al., 2008).
Consuma o mel diariamente e
viva mais tempo e com mais qualidade de vida!
Fortalecimento
do sistema imunológico e propriedades antibacterianas
O consumo diário de mel
fortalece o nosso sistema imunológico, o que nos protege de diversas doenças. Diga
adeus àqueles resfriados indesejados (Majtan, 2013; Warris, et al., 2014). Além disso, o mel
apresenta propriedades antibacterianas bastante amplas. Estudos mostram que o
mel inibe o crescimento de diversos tipos de bactérias, dentre eles Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, Klebsiella pneumoniae,
Escherichia coli e Pseudomonas
aeruginosa. Tais bactérias são responsáveis por causar diversas doenças que
acometem os seres humanos, incluindo pneumonia, foliculite, osteomilite, endocardite,
faringite e infecção alimentar. (Hegazi, et
al., 2017; Rani, et al. 2017).
Propriedades
anti-inflamatórias
Está com aquela dor de
garganta incômoda? A ingestão de duas colheres de mel ao acordar e duas ao
deitar manda essa dor de garganta para o além, bem, bem longe de você. Mas por
quê?
O mel possui propriedades
anti-inflamatórias (reduz a produção de substâncias chamadas de mediadores
pró-inflamatórios, as quais intensificam o processo inflamatório), diminuindo,
portanto, a dor de garganta que é causada pelo processo inflamatório.
Além disso, o mel forma uma
barreira física (uma película) nas células da garganta, protegendo-as da
irritação, o que também auxilia na diminuição da dor, e no restabelecimento do
funcionamento normal da sua garganta.
A maioria das doenças está
associada a um processo inflamatório, por isso, as propriedades anti-inflamatórias
do mel nos protegem contra o desenvolvimento de muitas doenças. (Meo, et al., 2017; Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017; Viuda-Martos, et al., 2008).
Prevenção
e tratamento da asma
A asma é uma condição
respiratória na qual há a inflamação e constrição das vias aéreas. Devido às
suas propriedades anti-inflamatórias e imunomodulatórias, o mel pode prevenir o
desenvolvimento da asma e também reduzir os seus sintomas (dificuldade ao
respirar, falta de ar durante a noite, infecções respiratórias frequentes). (Kamaruzaman,
et al., 2014; Samarghandian, et al., 2017).
Redução
do risco de doenças cardiovasculares
Os antioxidantes presentes
no mel (flavonoides, ácidos fenólicos, vitamina C) reduzem o risco de doenças
cardiovasculares.
Mas por quê?
Os flavonoides, além de
atuarem como antioxidante, também possuem efeito antitrombótico (diminuição da
formação de coágulos patológicos) e anti-isquêmico (melhoram a irrigação
sanguínea), promovem vasodilatação (melhora a irrigação dos tecidos) e além
disso, impedem a oxidação do colesterol ruim, tecnicamente chamado
de LDL (lipoproteína de baixa densidade). Quanto mais oxidado está o LDL, maior
a sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento de problemas cardíacos. (Pasupuleti,
et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017).
Redução
do risco de câncer
Estudos mostram que o mel
exerce um efeito anticâncer por vários mecanismos.
O mel exerce influência sobre muitas vias de sinalização intracelular, tais como vias apoptóticas (causam a morte de células que levariam ao desenvolvimento de câncer), antimutagênicas (inibe alterações do DNA que podem causar câncer), antiproliferativas (inibem o crescimento de tumor) e anti-inflamatórias (inibem mediadores inflamatórios que estimulam o desenvolvimento do câncer). (Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017).
O mel exerce influência sobre muitas vias de sinalização intracelular, tais como vias apoptóticas (causam a morte de células que levariam ao desenvolvimento de câncer), antimutagênicas (inibe alterações do DNA que podem causar câncer), antiproliferativas (inibem o crescimento de tumor) e anti-inflamatórias (inibem mediadores inflamatórios que estimulam o desenvolvimento do câncer). (Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017).
Células de defesa (em azul) destruindo uma célula cancerígena (em amarelo-esverdeado).
Tratamento
do diabetes
O mel auxilia no
controle do diabetes. Estudos clínicos mostram que o consumo de mel, tanto por pessoas com diabetes
do tipo 1 (insulino-dependentes) quanto do tipo 2 (insulino-resistentes,) auxilia na redução dos índices glicêmicos (redução da taxa de açúcar do
sangue).
Mas como o mel,
que contém açúcares (glicose, frutose, oligossacarídeos) pode reduzir os
índices glicêmicos?
Estudos mostram que o consumo
do mel estimula a secreção de insulina e, portanto, reduz o nível de
glicose do sangue. Além disso, o mel, devido às suas propriedades
antioxidantes, estimula o funcionamento normal de vias bioquímicas antes
comprometidas, as quais estão associadas ao aparecimento dos sintomas do
diabetes. (Enginyurt, et al., 2017; Erejuwa, 2014; Pasupuleti,
et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017).
Propriedades
cicatrizantes do mel
O mel auxilia na cicatrização de feridas devido às suas propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas, antivirais e antioxidantes. O mel induz os leucócitos (glóbulos brancos) a liberarem citocinas anti-inflamatórias, que são moléculas que estimulam a reparação tecidual. (Majtan, 2013; Pasupuleti, et al., 2017; Ranzato, et. al., 2013; Samarghandian, et al., 2017).
Tratamento de gastrite e úlcera
A gastrite e a úlcera péptica
são causadas pelo desequilíbrio entre fatores protetores e fatores agressores
da mucosa do esôfago (parte final do esôfago), do estômago ou do duodeno (parte
inicial do intestino delgado).
O mel, além de suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes sobre a mucosa gastrointestinal, também possui atividade antibacteriana contra a Helicobacter pylori, uma bactéria que está associada ao desenvolvimento de gastrite, úlcera e câncer de estômago. (Nzeako & Al-Namaani, 2006, Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017). Além disso, o mel estimula a produção de prostaglandinas, as quais aumentam a secreção de muco, o que protege a mucosa estomacal de lesões que poderiam ser causadas pelo ácido clorídrico. (Viuda-Martos, et al., 2008).
O mel, além de suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes sobre a mucosa gastrointestinal, também possui atividade antibacteriana contra a Helicobacter pylori, uma bactéria que está associada ao desenvolvimento de gastrite, úlcera e câncer de estômago. (Nzeako & Al-Namaani, 2006, Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017). Além disso, o mel estimula a produção de prostaglandinas, as quais aumentam a secreção de muco, o que protege a mucosa estomacal de lesões que poderiam ser causadas pelo ácido clorídrico. (Viuda-Martos, et al., 2008).
Prática
de atividades físicas
O mel de abelha é uma ótima opção
para aumentar o desempenho de pessoas que praticam atividades físicas ao ar
livre ou em academias, incluindo os atletas profissionais.
O mel é uma fonte importante de glicose, a qual fornece energia para os nossos músculos durante a prática do exercício físico. A ingestão do mel de abelha é importante tanto no período pré-treino quanto no pós-treino.
No período pré-treino, a
ingestão de mel evita que o praticante tenha hipoglicemia, sinta-se fatigado,
assegurando, portanto, um bom rendimento durante a atividade.
No período pós-treino, a
ingestão de mel auxilia no restabelecimento das reservas de glicogênio muscular,
o qual é importante para a recuperação e o desenvolvimento das fibras musculares.
Além disso, a ingestão de mel no pós-treino restabelece os
estoques de glicogênio hepático, que é importante para a manutenção dos índices
de glicose do sangue. Não se esqueça de ingerir também alimentos ricos em
proteínas no pós-treino!
Revitalização
da pele
O mel ajuda a revigorar,
hidratar, eliminar toxinas, limpar e conservar a elasticidade da pele. Máscaras
caseiras de mel e aveia em flocos finos ajudam a revitalizar a pele, sem
engordurá-la como o fazem os hidratantes habitualmente comercializados.
O mel com babosa (Aloe vera) é também uma excelente opção para revitalizar a pele (diminuir as marcas de expressão facial e remover manchas causadas pelo sol). Utilize o gel da babosa em pequenas quantidades (solução com 80% de mel e 20% de gel de babosa). (Hamman, 2008).
Revitalização do cabelo: hidrate e dê brilho ao seu cabelo
Revitalização do cabelo: hidrate e dê brilho ao seu cabelo
1- O mel é um emoliente, vale dizer, ele sela a umidade do cabelo, mantendo-o condicionado. Isso reduz a quebra dos fios, que muitas vezes é a causa de crescimento mais lento dos cabelos.
2- O mel é rico em antioxidantes,
os quais mantêm o couro cabeludo e os cabelos saudáveis, com maior brilho.
3- O mel limpa e fortalece os
folículos pilosos, reduzindo a perda de cabelo.
4- O mel possui atividade
antibacteriana e antisséptica, o que previne infecções do couro cabeludo,
alivia problemas com a caspa, eczema e psoríase, permitindo o crescimento do
cabelo.
5- O mel estimula não
somente o crescimento do cabelo, mas também o seu recrescimento a partir de
folículos dormentes.
Hepatoproteção
O mel possui efeito hepatoprotetor, ou seja, protege o fígado contra possíveis danos causados por agentes externos. O mel, devido às suas propriedades antioxidantes, minimiza, por exemplo, possíveis danos hepáticos que a ingestão de álcool ou o uso de paracetamol podem causar. (Cheng, et al., 2014; Wang, et al., 2015).
O
Mel e a constipação
Mantenha seu intestino no ritmo. O consumo diário de mel melhora o funcionamento intestinal, sendo, portanto, um ótimo aliado no combate à constipação. Estudos mostram que o poder laxativo do mel está associado à absorção parcial da frutose presente no mel de abelha. (Ladas, et al. 1995, Ladas & Raptis, 1999).
Fortalecimento
da memória
O mel melhora a fertilidade masculina e feminina.
Estudos mostram que o mel melhora a ereção peniana, pois aumenta a concentração sanguínea de óxido nítrico.
1- O mel é um alimento rico em nutrientes essenciais (carboidratos, aminoácidos, enzimas, minerais e moléculas antioxidantes) importantes para o desenvolvimento do bebê.
O mel melhora a aprendizagem
(processo de aquisição de um novo conhecimento) e a memória (armazenamento do
novo conhecimento a curto, médio ou longo prazo).
Mas
por quê?
Estudos mostram que o consumo
de mel reduz o stress oxidativo do cérebro, aumenta a liberação de fator neurotrófico
derivado do cérebro (proteína que desempenha um papel importante na neurogênese
e plasticidade sináptica, os quais estão associados à aprendizagem e memória) e
acetilcolina (neurotransmissor também muito importante para os processos de
aprendizagem e memória, capacidade de concentração e raciocínio lógico) (Al-Himyari,
2009; Othman, et al., 2015).
O mel e a fertilidade
O mel e a fertilidade
Estudos mostram que o mel melhora a ereção peniana, pois aumenta a concentração sanguínea de óxido nítrico.
O óxido nítrico é um gás
solúvel sintetizado pelo corpo humano (por células endoteliais, neurônios), o
qual promove vasodilatação, e é essa vasodilatação que promove a ereção peniana.
Além disso, o mel melhora a quantidade
e qualidade do esperma. O mel é rico em vitamina B, a qual é essencial para a
síntese do hormônio testosterona, que por sua vez estimula a síntese de
espermatozoides.
O mel também melhora a qualidade
do óvulo (ovócito secundário fertilizado), aumentando, portanto, a fertilidade
feminina. (Meo, et al., 2017).
Os benefícios
da ingestão do mel durante a gravidez
1- O mel é um alimento rico em nutrientes essenciais (carboidratos, aminoácidos, enzimas, minerais e moléculas antioxidantes) importantes para o desenvolvimento do bebê.
2- Fortalecimento do sistema
imunológico da gestante, o que diminui o risco de infecções.
3- Diminuição da azia
causada pela compressão do estômago e do intestino devido ao aumento do tamanho
do útero.
Referências
1- Al-Himyari, F. A. The use of honey as a natural
preventive therapy of cognitive decline and dementia in the middle east. Alzheimer's
& Dementia, 2009.
2- Ball, D. W. The Chemical Composition of Honey. Journal
of Chemical Education, 2007.
3- Cheng, N. et al. Antioxidant properties of jujube
honey and its protective effects on chronic alcohol-induced liver damage in
mice. Food and Function, 2014.
4- Ediriweera, E. R. H. S. S. e Premarathna, N. Y.
S. Medicinal and cosmetic uses of Bee’s Honey - A review. International
Quarterly Journal of Research in Ayurveda, 2012.
5- Enginyurt, O. et
al. The role of pure honey in the treatment of diabetes mellitus. Biomedical
Research, 2017.
6- Erejuwa, O. O. Effect of honey in diabetes
mellitus: matters arising. Journal of Diabetes & Metabolic
Disorders, 2014.
7- Eteraf-Oskouei, T. e Najafi, M. Traditional and
Modern Uses of Natural Honey in Human Diseases: A Review. Iranian
Journal of Basic Medical Sciences, 2012.
8- Ferreira, A. L. A. &
Matsubara, L. S. Radicais livres: conceitos, doenças relacionadas, sistema de defesa
e estresse oxidativo. Revista da Associação Médica Brasileira, 1997.
9- Hamman, J. H. Composition and applications of Aloe vera leaf gel. Molecules, 2008.
10- Hegazi, A. G., et al. Potential antibacterial
activity of some Saudi Arabia honey. Veterinary World, 2017.
11- Kamaruzaman, N. A. et al. Inhalation of honey
reduces airway inflammation and histopathological changes in a rabbit model of
ovalbumin-induced chronic asthma. BMC Complementary and Alternative Medicine,
2014.
12- Ladas, S. D. et al. Honey may have a laxative effect on normal subjects
because of incomplete fructose absorption. The American Journal of Clinical
Nutrition, 1995.
13- Ladas, S. D. & Raptis, S. A. Honey, fructose
absorption, and the laxative effect. Nutrition, 1999.
14- Majtan, J. Honey: An immunomodulator in wound
healing. Wound Repair and Regeneration, 2013.
15- Meo, et al. Role of honey in modern medicine.
Saudi Journal of Biological Sciences, 2017.
16- Nzeako, B. C. & Al-Namaani, F. The
Antibacterial Activity of Honey on Helicobacter Pylori. Sultan Qaboos
University Medical Journal, 2006.
17- Othman, Z., et al. Potential Role of Honey in
Learning and Memory. Medical Sciences, 2015.
18- Pasupuleti, V. R. et al. Honey, Propolis, and
Royal Jelly: A Comprehensive Review of Their Biological Actions and Health
Benefits. Oxidative Medicine and Cellular Longevity, 2017.
19- Rani, et al. Antimicrobial Activity of Honey with Special
Reference to Methicillin Resistant Staphylococcus aureus (MRSA) and Methicillin
Sensitive Staphylococcus aureus (MSSA). Journal of Clinical and Diagnostic
Research, 2017.
20- Ranzato, E. et al. Honey exposure stimulates wound
repair of human dermal fibroblasts. Burns & Trauma, 2013.
21- Samarghandian, S. et al. Honey and Health: A
Review of Recent Clinical Research. Pharmacognosy Research, 2017.
22- Viuda-Martos, M. et al. Functional Properties of Honey, Propolis, and Royal
Jelly. Journal of Food Science, 2008.
23- Wang, Y, et al. Antioxidant and hepatoprotective
activity of vitex honey against paracetamol induced liver damage in mice. Food
and Function, 2015.
24- Warris, A. et al. Randomised double blind study to
compare effectiveness of honey, salbutamol and placebo in treatment of cough in
children with common cold. East African Medical Journal, 2014.
Dicas de como consumir o mel no seu dia-a-dia
Consumindo
calorias vazias
O açúcar é pobre em
nutrientes. Muitos alimentos consumidos, tais como doces, pudins, refrigerantes e
barras de chocolate contêm poucos nutrientes.
Pessoas que comem alimentos
açucarados ao invés de comer alimentos de verdade, tornam-se deficientes em
muitos nutrientes importantes para a manutenção da boa saúde.
Alimentos que contêm
calorias vazias, além de engordar, aumentam o risco de desenvolvimento de
diversas doenças, tais como as cardiovasculares, o diabetes e o câncer.
Seu corpo, assim como seu
veículo, é uma máquina. Cuidado com a qualidade do combustível que você coloca
nele! Uma alimentação saudável proporciona maior qualidade de vida, viva melhor
e por mais tempo!
Dicas de como consumir o mel no seu dia-a-dia
Muitos alimentos podem ser
consumidos juntamente com o mel diariamente, aí vão algumas dicas:
1-
Mel com castanha do Pará
Esta é uma combinação
excepcional para a manutenção da nossa saúde, pois o mel com castanhas é um
verdadeiro “mix” de vitaminas, minerais e moléculas antioxidantes. Vale destacar que a castanha do Pará é rica no mineral selênio, que é um poderoso
antioxidante que protege as células do nosso corpo contra danos causados por
radicais livres.
Estudos mostram que o mineral selênio protege contra o câncer de próstata. De acordo com o pesquisador James Brooks, professor de Urologia da Universidade de Stanford, na Califórnia, Estados Unidos, a falta do mineral selênio aumenta de quatro a cinco vezes o risco de câncer de próstata. (Clark, et al., 1998; Klein, et al., 2001).
Além disso, a ingestão do mineral selênio reduz o risco de desenvolvimento do câncer de mama, assim como auxilia no processo de recuperação de pacientes que já foram diagnosticados com câncer de mama. (Lubinski, et al., 2018; Vincet, et al., 2018).
Estudos mostram que o mineral selênio protege contra o câncer de próstata. De acordo com o pesquisador James Brooks, professor de Urologia da Universidade de Stanford, na Califórnia, Estados Unidos, a falta do mineral selênio aumenta de quatro a cinco vezes o risco de câncer de próstata. (Clark, et al., 1998; Klein, et al., 2001).
Além disso, a ingestão do mineral selênio reduz o risco de desenvolvimento do câncer de mama, assim como auxilia no processo de recuperação de pacientes que já foram diagnosticados com câncer de mama. (Lubinski, et al., 2018; Vincet, et al., 2018).
Propriedades nutritivas da
castanha do Pará:
- Proteínas e fibras.
- Minerais essenciais ao
funcionamento do nosso organismo (cálcio, magnésio, ferro, cobre, zinco e
selênio).
- Vitamina E (antioxidante)
e vitamina B6 (importante em diversas reações bioquímicas que são
essenciais para o bom funcionamento do nosso corpo).
- Ômega 3 e ômega 6: são
ácidos graxos essenciais para o funcionamento dos nossos músculos, coração e
cérebro.
- Ácidos fenólicos e
flavonoides: moléculas antioxidantes (neutralizam radicais livres).
Consuma diariamente 2 a 3
castanhas com mel e tenha mais qualidade de vida, reduza o risco de
desenvolver diversos tipos de doenças, tais como as doenças causadas por
microrganismos (doenças infecciosas), doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas
e o câncer (Cardoso, et al., 2017; Chunhieng, et. al., 2004; Yang, 2009).
2- Banana com mel e aveia
2- Banana com mel e aveia
Esta é uma ótima opção para
o café da manhã, pois reúne as propriedades nutritivas do mel (carboidratos, aminoácidos,
vitaminas, minerais e antioxidantes) com as da banana (carboidratos, antioxidantes,
fitoesteróis, vitaminas e minerais) e as da aveia (proteínas, fibras, vitaminas,
minerais e antioxidantes).
Propriedades nutritivas da
banana
- Antioxidantes: a banana
contém flavonoides e ácidos fenólicos, os quais têm importante atividade
antioxidante.
- Fitoesteróis: são
moléculas que possuem a capacidade de reduzir o colesterol ruim, o LDL
(Lipoproteína de baixa densidade).
- Vitaminas: a banana contém
as vitamina C e E, que são importantes antioxidantes.
- Minerais: a banana é rica
em potássio, o qual é muito importante no correto funcionamento dos nossos
músculos (tanto dos músculos estriados esqueléticos, que permitem os nossos
movimentos, quanto do músculo cardíaco) (Mathew & Negi, 2016;
Septembre-Malaterre, et al., 2016; Singh,
et al., 2016).
É importante ressaltar que o
potássio presente na banana reduz a possibilidade de desenvolvimento de câimbras.
Propriedades nutritivas da
aveia
Além de proteínas, a aveia
contém:
- Fibras: a aveia contém beta-glucanos
(polissacarídeos que não são digeridos pelo nosso organismo e, portanto, são chamados
de fibras) os quais auxiliam no funcionamento intestinal.
- Vitaminas: a aveia contém
as vitaminas B e E, as quais são importantes, respectivamente, em reações
enzimáticas e atividades antioxidantes essenciais ao bom funcionamento do nosso
organismo.
- Minerais: a aveia contém cálcio,
ferro, magnésio, zinco, cobre e manganês, todos minerais nobres essenciais para
diversas reações bioquímicas do nosso corpo.
- Antioxidantes: a aveia
possui polifenóis (avenantramidas) com atividade antioxidante, os quais auxiliam
na redução dos níveis de colesterol ruim, o LDL (Lipoproteína de baixa densidade). (Rasane, et al., 2015; Sang & Chu, 2016).
3- Suco de limão com mel
O mel é um excelente
adoçante do suco de limão!
4- Suco de araçá-boi com mel
3- Suco de limão com mel
O limão é uma fonte muito
importante de moléculas antioxidantes (vitamina C, flavonoides e ácidos fenólicos),
sendo, por isso, um forte aliado na redução do risco de doenças
cardiovasculares e câncer. (Ledesma-Escobar, et al., 2018).
4- Suco de araçá-boi com mel
O mel é um excelente
adoçante do suco de araçá-boi!
O araçá-boi (Eugenia
stipitata) é uma fruta nativa da Amazônia colombiana e bem conhecida no Brasil.
Propriedades nutritivas do araçá-boi
- Carotenoides: o araçá-boi
é rico em carotenoides, os quais são convertidos em vitamina A pelo nosso
organismo. A vitamina A é muito importante para o bom funcionamento da nossa
retina (sistema visual).
- Antioxidantes: o araçá-boi
possui compostos fenólicos, os quais protegem as nossas células
contra danos causados por radicais livres.
- Minerais: cálcio, fósforo,
ferro, potássio, cobre.
- Vitaminas: além dos carotenoides, que são convertidos em vitamina A, o araçá-boi também contém as vitaminas C e B, as quais possuem função antioxidante e importância em reações bioquímicas, respectivamente. (Falcão, et al.,
2000; Garzón, et al., 2012).
- Vitaminas: além dos carotenoides, que são convertidos em vitamina A, o araçá-boi também contém as vitaminas C e B, as quais possuem função antioxidante e importância em reações bioquímicas, respectivamente.
Referências
1- Cardoso, B. R. et al. Brazil nuts: Nutritional composition, health benefits
and safety aspects. Food Research International, 2017.
2- Clark, L. C. et al. Decreased incidence of prostate cancer with selenium supplementation: results of a double-blind cancer prevention trial. British Journal of Urology, 1998.
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3- Chunhieng, T. et al. Study of Selenium Distribution
in the Protein Fractions of the Brazil Nut, Bertholletia excelsa. Journal of
Agricultural and Food Chemistry, 2004.
4- Falcão, et al. Fenologia e produtividade do Araçá-Boi (Eugenia stipitata, MYRTACEAE) na
amazônia central. Acta Amazonica,
2000.
5- Garzón, et al. Determination of Carotenoids, Total
Phenolic Content, and Antioxidant Activity of Arazá (Eugenia stipitata
McVaugh), an Amazonian Fruit. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2012.
6- Klein, E. A. et al. Select: the next prostate cancer prevention trial. The Journal of Urology, 2001.
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7- Ledesma-Escobar, et al. Targeted Analysis of the
Concentration Changes of Phenolic Compounds in Persian Lime (Citrus latifolia)
During Fruit Growth. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2018.
8- Lubinski, J. et al. Serum selenium levels predict survival after breast cancer. Breast Cancer Research and Treatment, 2018.
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9- Mathew, N. S. & Negi, P. S. Traditional uses,
Phytochemistry and Pharmacology of wild Banana (Musa acuminate Colla): A review.
Journal of Ethnopharmacology, 2016.
10- Rasane, P. et al. Nutritional advantages of oats
and opportunities for its processing as value added foods - a review. Journal
of Food Science and Technology, 2015.
11- Sang, S. & Chu, Y. Whole grain oats, more than
just a fiber: role of unique phytochemicals. Molecular Nutrition & Food
Research, 2016.
12- Septembre-Malaterre, A. et al. Evaluation of
nutritional and antioxidant properties of the tropical fruits banana, litchi,
mango, papaya, passion fruit and pineapple cultivated in Réunion French Island.
Food Chemistry, 2016.
13- Singh, B. et al. Bioactive compounds in banana and
their associated health benefits – a review. Food Chemistry, 2016.
14- Vincet, M. et al. Selenium for preventing cancer (Review). The Cochrane Database of Systematic Reviews, 2018.
14- Vincet, M. et al. Selenium for preventing cancer (Review). The Cochrane Database of Systematic Reviews, 2018.
15- Yang, J. Brazil nuts and associated health
benefits: A review. LWT- Food Science and Technology, 2009.
A
cristalização do mel
A cristalização do mel
(quando o mel se torna mais grosso e esbranquiçado) é um processo natural que
ocorre devido a separação da glicose da frutose, formando cristais (Escuredo, et al., 2014; Flexner, 1884; Silva, et al., 2016).
Por
que o mel cristaliza?
A cristalização do mel depende da quantidade de glicose e de água do mel.
Quanto maior a quantidade de glicose e de água do mel, mais facilmente o mesmo cristaliza. A quantidade de glicose do mel varia de acordo com a florada (o tipo de flor da qual foi coletado o néctar), que varia de acordo com a estação do ano. A quantidade de água do mel vai depender do quanto o mel foi desidratado pelas abelhas da colmeia. (Escuredo, et al., 2014; Flexner, 1884; Silva, et al., 2016).
A cristalização do mel é facilitada em baixas temperaturas, geralmente ocorre em 14ºC, e é menos provável em temperaturas acima de 25ºC. Mas por quê?
A glicose (responsável pela formação dos cristais) possui maior solubilidade em temperaturas mais elevadas (acima de 25ºC), e isso dificulta o processo de cristalização (Zaizuliana, et al., 2017).
Como armazenar o mel?
A cristalização do mel depende da quantidade de glicose e de água do mel.
Quanto maior a quantidade de glicose e de água do mel, mais facilmente o mesmo cristaliza. A quantidade de glicose do mel varia de acordo com a florada (o tipo de flor da qual foi coletado o néctar), que varia de acordo com a estação do ano. A quantidade de água do mel vai depender do quanto o mel foi desidratado pelas abelhas da colmeia. (Escuredo, et al., 2014; Flexner, 1884; Silva, et al., 2016).
A cristalização do mel é facilitada em baixas temperaturas, geralmente ocorre em 14ºC, e é menos provável em temperaturas acima de 25ºC. Mas por quê?
A glicose (responsável pela formação dos cristais) possui maior solubilidade em temperaturas mais elevadas (acima de 25ºC), e isso dificulta o processo de cristalização (Zaizuliana, et al., 2017).
Como armazenar o mel?
O mel deve ser armazenado em
local seco, fresco, ao abrigo da luz e em temperatura ambiente.
Não guarde o seu mel na geladeira, pois, lembre-se, baixas temperaturas estimulam o processo de cristalização.
Como reverter o processo de cristalização?
Não guarde o seu mel na geladeira, pois, lembre-se, baixas temperaturas estimulam o processo de cristalização.
Como reverter o processo de cristalização?
Retire o produto da embalagem, coloque-o em uma vasilha metálica e aqueça-o na água a 45ºC (em fogo baixo) por 15 minutos. Este processo não altera as
propriedades nutritivas e medicinais do mel.
Não aqueça o mel no micro-ondas, pois isso altera as propriedades nutritivas e medicinais do mel.
Não aqueça o mel no micro-ondas, pois isso altera as propriedades nutritivas e medicinais do mel.
Referências
1- Escuredo, O. et al. Contribution of botanical origin and sugar composition
of honeys on the crystallization phenomenon. Food Chemistry, 2014.
2- Flexner, S. Crystallization of glucose in honey. Science, 1884.
3- Silva, P. M. et al. Honey: Chemical composition, stability and authenticity. Food Chemistry, 2016.
4- Zaizuliana, N. et al. Effect of storage conditions on the crystallisation behaviour of selected Malaysian honeys. International Food Research Journal, 2017.
2- Flexner, S. Crystallization of glucose in honey. Science, 1884.
3- Silva, P. M. et al. Honey: Chemical composition, stability and authenticity. Food Chemistry, 2016.
4- Zaizuliana, N. et al. Effect of storage conditions on the crystallisation behaviour of selected Malaysian honeys. International Food Research Journal, 2017.
























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