terça-feira, 24 de abril de 2018

O Mel de Abelha

O mel de abelha é produzido a partir do néctar de milhares de milhares de flores. O mesmo apresenta uma composição química bastante complexa que varia de acordo com o tipo de flor e a estação do ano.

O uso humano do mel é bastante antigo, remonta a 8 mil anos, conforme demonstram pinturas da idade da pedra. O mel contém aproximadamente 200 substâncias. O mesmo é composto por frutose, glicose, frutooligossacarídeos, e muitos aminoácidos, vitaminas (vitaminas do complexo B e vitaminas C e E), minerais (cálcio, magnésio, potássio, iodo, zinco, cobre, manganês, selênio), enzimas, flavonoides, ácidos fenólicos e glutationa reduzida. (Ball, 2007; Ediriweera e Premarathna, 2012; Eteraf-Oskouei e Najafi, 2012).

Os Benefícios do Mel de Abelha

Cuide muito bem do seu bem mais precioso, você próprio. Além de ser uma delícia, o mel possui muitas propriedades nutritivas e medicinais que melhoram a nossa saúde, não por acaso o mel era chamado pelos gregos e pelos romanos de o “Néctar dos Deuses”, o “Elixir da Vida”.

Aumento da longevidade

O mel protege as nossas células contra o envelhecimento, e isto aumenta a longevidade humana. O mel retarda o envelhecimento de todos os tipos de células do nosso corpo, incluindo as células da pele, por isso, pessoas que consomem mel diariamente envelhecem mais lentamente e com muito mais saúde, com uma pele mais jovial, devido à inibição do desenvolvimento das tão indesejadas “rugas”.


Mas por que o mel retarda o envelhecimento?

Os antioxidantes presentes no mel (flavonoides, ácidos fenólicos, vitaminas C e E e a enzima superóxido dismutase) atuam conjuntamente protegendo as nossas células contra danos causados por radicais livres (átomos ou moléculas que desestabilizam a membrana das nossas células) e isso retarda o envelhecimento do corpo humano. (Eteraf-Oskouei e Najafi, 2012; Ferreira e Matsubara, 1997; Samarghandian, et al., 2017; Viuda-Martos, et al., 2008).

Consuma o mel diariamente e viva mais tempo e com mais qualidade de vida!

Fortalecimento do sistema imunológico e propriedades antibacterianas

O consumo diário de mel fortalece o nosso sistema imunológico, o que nos protege de diversas doenças. Diga adeus àqueles resfriados indesejados (Majtan, 2013; Warris, et al., 2014). Além disso, o mel apresenta propriedades antibacterianas bastante amplas. Estudos mostram que o mel inibe o crescimento de diversos tipos de bactérias, dentre eles Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa. Tais bactérias são responsáveis por causar diversas doenças que acometem os seres humanos, incluindo pneumonia, foliculite, osteomilite, endocardite, faringite e infecção alimentar. (Hegazi, et al., 2017; Rani, et al. 2017).



Propriedades anti-inflamatórias

Está com aquela dor de garganta incômoda? A ingestão de duas colheres de mel ao acordar e duas ao deitar manda essa dor de garganta para o além, bem, bem longe de você. Mas por quê?

O mel possui propriedades anti-inflamatórias (reduz a produção de substâncias chamadas de mediadores pró-inflamatórios, as quais intensificam o processo inflamatório), diminuindo, portanto, a dor de garganta que é causada pelo processo inflamatório.

Além disso, o mel forma uma barreira física (uma película) nas células da garganta, protegendo-as da irritação, o que também auxilia na diminuição da dor, e no restabelecimento do funcionamento normal da sua garganta.


A maioria das doenças está associada a um processo inflamatório, por isso, as propriedades anti-inflamatórias do mel nos protegem contra o desenvolvimento de muitas doenças. (Meo, et al., 2017; Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017; Viuda-Martos, et al., 2008).

Prevenção e tratamento da asma

A asma é uma condição respiratória na qual há a inflamação e constrição das vias aéreas. Devido às suas propriedades anti-inflamatórias e imunomodulatórias, o mel pode prevenir o desenvolvimento da asma e também reduzir os seus sintomas (dificuldade ao respirar, falta de ar durante a noite, infecções respiratórias frequentes). (Kamaruzaman, et al., 2014; Samarghandian, et al., 2017).



Redução do risco de doenças cardiovasculares

Os antioxidantes presentes no mel (flavonoides, ácidos fenólicos, vitamina C) reduzem o risco de doenças cardiovasculares.


Mas por quê?

Os flavonoides, além de atuarem como antioxidante, também possuem efeito antitrombótico (diminuição da formação de coágulos patológicos) e anti-isquêmico (melhoram a irrigação sanguínea), promovem vasodilatação (melhora a irrigação dos tecidos) e além disso, impedem a oxidação do colesterol ruim, tecnicamente chamado de LDL (lipoproteína de baixa densidade). Quanto mais oxidado está o LDL, maior a sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento de problemas cardíacos. (Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017).

Redução do risco de câncer

Estudos mostram que o mel exerce um efeito anticâncer por vários mecanismos. 
O mel exerce influência sobre muitas vias de sinalização intracelular, tais como vias apoptóticas (causam a morte de células que levariam ao desenvolvimento de câncer), antimutagênicas (inibe alterações do DNA que podem causar câncer), antiproliferativas (inibem o crescimento de tumor) e anti-inflamatórias (inibem mediadores inflamatórios que estimulam o desenvolvimento do câncer). (Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017).



Células de defesa (em azul) destruindo uma célula cancerígena (em amarelo-esverdeado).

Tratamento do diabetes

O mel auxilia no controle do diabetes. Estudos clínicos mostram que o consumo de mel, tanto por pessoas com diabetes do tipo 1 (insulino-dependentes) quanto do tipo 2 (insulino-resistentes,) auxilia na redução dos índices glicêmicos (redução da taxa de açúcar do sangue).



Mas como o mel, que contém açúcares (glicose, frutose, oligossacarídeos) pode reduzir os índices glicêmicos?

Estudos mostram que o consumo do mel estimula a secreção de insulina e, portanto, reduz o nível de glicose do sangue. Além disso, o mel, devido às suas propriedades antioxidantes, estimula o funcionamento normal de vias bioquímicas antes comprometidas, as quais estão associadas ao aparecimento dos sintomas do diabetes. (Enginyurt, et al., 2017; Erejuwa, 2014; Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017).

Propriedades cicatrizantes do mel

O mel auxilia na cicatrização de feridas devido às suas propriedades anti-inflamatórias, antibacterianas, antivirais e antioxidantes. O mel induz os leucócitos (glóbulos brancos) a liberarem citocinas anti-inflamatórias, que são moléculas que estimulam a reparação tecidual. (Majtan, 2013; Pasupuleti, et al., 2017; Ranzato, et. al., 2013; Samarghandian, et al., 2017).



Tratamento de gastrite e úlcera

A gastrite e a úlcera péptica são causadas pelo desequilíbrio entre fatores protetores e fatores agressores da mucosa do esôfago (parte final do esôfago), do estômago ou do duodeno (parte inicial do intestino delgado). 



O mel, além de suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes sobre a mucosa gastrointestinal, também possui atividade antibacteriana contra a Helicobacter pylori, uma bactéria que está associada ao desenvolvimento de gastrite, úlcera e câncer de estômago. (Nzeako & Al-Namaani, 2006, Pasupuleti, et al., 2017; Samarghandian, et al., 2017). Além disso, o mel estimula a produção de prostaglandinas, as quais aumentam a secreção de muco, o que protege a mucosa estomacal de lesões que poderiam ser causadas pelo ácido clorídrico. (Viuda-Martos, et al., 2008).

Prática de atividades físicas

O mel de abelha é uma ótima opção para aumentar o desempenho de pessoas que praticam atividades físicas ao ar livre ou em academias, incluindo os atletas profissionais.




O mel é uma fonte importante de glicose, a qual fornece energia para os nossos músculos durante a prática do exercício físico. A ingestão do mel de abelha é importante tanto no período pré-treino quanto no pós-treino.

No período pré-treino, a ingestão de mel evita que o praticante tenha hipoglicemia, sinta-se fatigado, assegurando, portanto, um bom rendimento durante a atividade.

No período pós-treino, a ingestão de mel auxilia no restabelecimento das reservas de glicogênio muscular, o qual é importante para a recuperação e o desenvolvimento das fibras musculares. Além disso, a ingestão de mel no pós-treino restabelece os estoques de glicogênio hepático, que é importante para a manutenção dos índices de glicose do sangue. Não se esqueça de ingerir também alimentos ricos em proteínas no pós-treino!

Revitalização da pele

O mel ajuda a revigorar, hidratar, eliminar toxinas, limpar e conservar a elasticidade da pele. Máscaras caseiras de mel e aveia em flocos finos ajudam a revitalizar a pele, sem engordurá-la como o fazem os hidratantes habitualmente comercializados.



O mel com babosa (Aloe vera) é também uma excelente opção para revitalizar a pele (diminuir as marcas de expressão facial e remover manchas causadas pelo sol). Utilize o gel da babosa em pequenas quantidades (solução com 80% de mel e 20% de gel de babosa). (Hamman, 2008).

Revitalização do cabelo: hidrate e dê brilho ao seu cabelo


1- O mel é um emoliente, vale dizer, ele sela a umidade do cabelo, mantendo-o condicionado. Isso reduz a quebra dos fios, que muitas vezes é a causa de crescimento mais lento dos cabelos.

2- O mel é rico em antioxidantes, os quais mantêm o couro cabeludo e os cabelos saudáveis, com maior brilho.

3- O mel limpa e fortalece os folículos pilosos, reduzindo a perda de cabelo.

4- O mel possui atividade antibacteriana e antisséptica, o que previne infecções do couro cabeludo, alivia problemas com a caspa, eczema e psoríase, permitindo o crescimento do cabelo.

5- O mel estimula não somente o crescimento do cabelo, mas também o seu recrescimento a partir de folículos dormentes.

Hepatoproteção


O mel possui efeito hepatoprotetor, ou seja, protege o fígado contra possíveis danos causados por agentes externos. O mel, devido às suas propriedades antioxidantes, minimiza, por exemplo, possíveis danos hepáticos que a ingestão de álcool ou o uso de paracetamol podem causar. (Cheng, et al., 2014; Wang, et al., 2015).

O Mel e a constipação


Mantenha seu intestino no ritmo. O consumo diário de mel melhora o funcionamento intestinal, sendo, portanto, um ótimo aliado no combate à constipação. Estudos mostram que o poder laxativo do mel está associado à absorção parcial da frutose presente no mel de abelha. (Ladas, et al. 1995, Ladas & Raptis, 1999).

Fortalecimento da memória

O mel melhora a aprendizagem (processo de aquisição de um novo conhecimento) e a memória (armazenamento do novo conhecimento a curto, médio ou longo prazo).


 

Mas por quê?

Estudos mostram que o consumo de mel reduz o stress oxidativo do cérebro, aumenta a liberação de fator neurotrófico derivado do cérebro (proteína que desempenha um papel importante na neurogênese e plasticidade sináptica, os quais estão associados à aprendizagem e memória) e acetilcolina (neurotransmissor também muito importante para os processos de aprendizagem e memória, capacidade de concentração e raciocínio lógico) (Al-Himyari, 2009; Othman, et al., 2015).



O mel e a fertilidade

O mel melhora a fertilidade masculina e feminina.

Estudos mostram que o mel melhora a ereção peniana, pois aumenta a concentração sanguínea de óxido nítrico.

O óxido nítrico é um gás solúvel sintetizado pelo corpo humano (por células endoteliais, neurônios), o qual promove vasodilatação, e é essa vasodilatação que promove a ereção peniana.

Além disso, o mel melhora a quantidade e qualidade do esperma. O mel é rico em vitamina B, a qual é essencial para a síntese do hormônio testosterona, que por sua vez estimula a síntese de espermatozoides.

O mel também melhora a qualidade do óvulo (ovócito secundário fertilizado), aumentando, portanto, a fertilidade feminina. (Meo, et al., 2017).




Os benefícios da ingestão do mel durante a gravidez



1- O mel é um alimento rico em nutrientes essenciais (carboidratos, aminoácidos, enzimas, minerais e moléculas antioxidantes) importantes para o desenvolvimento do bebê.

2- Fortalecimento do sistema imunológico da gestante, o que diminui o risco de infecções.

3- Diminuição da azia causada pela compressão do estômago e do intestino devido ao aumento do tamanho do útero.


Referências

1- Al-Himyari, F. A. The use of honey as a natural preventive therapy of cognitive decline and dementia in the middle east. Alzheimer's & Dementia, 2009.

2- Ball, D. W. The Chemical Composition of Honey. Journal of Chemical Education, 2007.

3- Cheng, N. et al. Antioxidant properties of jujube honey and its protective effects on chronic alcohol-induced liver damage in mice. Food and Function, 2014.

4- Ediriweera, E. R. H. S. S. e Premarathna, N. Y. S. Medicinal and cosmetic uses of Bee’s Honey - A review. International Quarterly Journal of Research in Ayurveda, 2012.

5- Enginyurt, O. et al. The role of pure honey in the treatment of diabetes mellitus. Biomedical Research, 2017.

6- Erejuwa, O. O. Effect of honey in diabetes mellitus: matters arising. Journal of Diabetes & Metabolic Disorders, 2014.

7- Eteraf-Oskouei, T. e Najafi, M. Traditional and Modern Uses of Natural Honey in Human Diseases: A Review. Iranian Journal of Basic Medical Sciences, 2012.

8- Ferreira, A. L. A. & Matsubara, L. S. Radicais livres: conceitos, doenças relacionadas, sistema de defesa e estresse oxidativo. Revista da Associação Médica Brasileira, 1997. 

9- Hamman, J. H. Composition and applications of Aloe vera leaf gel. Molecules, 2008. 

10- Hegazi, A. G., et al. Potential antibacterial activity of some Saudi Arabia honey. Veterinary World, 2017.

11- Kamaruzaman, N. A. et al. Inhalation of honey reduces airway inflammation and histopathological changes in a rabbit model of ovalbumin-induced chronic asthma. BMC Complementary and Alternative Medicine, 2014.

12- Ladas, S. D. et al. Honey may have a laxative effect on normal subjects because of incomplete fructose absorption. The American Journal of Clinical Nutrition, 1995.

13- Ladas, S. D. & Raptis, S. A. Honey, fructose absorption, and the laxative effect. Nutrition, 1999.

14- Majtan, J. Honey: An immunomodulator in wound healing. Wound Repair and Regeneration, 2013.

15- Meo, et al. Role of honey in modern medicine. Saudi Journal of Biological Sciences, 2017.

16- Nzeako, B. C. & Al-Namaani, F. The Antibacterial Activity of Honey on Helicobacter Pylori. Sultan Qaboos University Medical Journal, 2006.

17- Othman, Z., et al. Potential Role of Honey in Learning and Memory. Medical Sciences, 2015.

18- Pasupuleti, V. R. et al. Honey, Propolis, and Royal Jelly: A Comprehensive Review of Their Biological Actions and Health Benefits. Oxidative Medicine and Cellular Longevity, 2017.

19- Rani, et al. Antimicrobial Activity of Honey with Special Reference to Methicillin Resistant Staphylococcus aureus (MRSA) and Methicillin Sensitive Staphylococcus aureus (MSSA). Journal of Clinical and Diagnostic Research, 2017.

20- Ranzato, E. et al. Honey exposure stimulates wound repair of human dermal fibroblasts. Burns & Trauma, 2013.

21- Samarghandian, S. et al. Honey and Health: A Review of Recent Clinical Research. Pharmacognosy Research, 2017.

22- Viuda-Martos, M. et al. Functional Properties of Honey, Propolis, and Royal Jelly. Journal of Food Science, 2008.

23- Wang, Y, et al. Antioxidant and hepatoprotective activity of vitex honey against paracetamol induced liver damage in mice. Food and Function, 2015.

24- Warris, A. et al. Randomised double blind study to compare effectiveness of honey, salbutamol and placebo in treatment of cough in children with common cold. East African Medical Journal, 2014.


Consumindo calorias vazias


O açúcar é pobre em nutrientes. Muitos alimentos consumidos, tais como doces, pudins, refrigerantes e barras de chocolate contêm poucos nutrientes.

Pessoas que comem alimentos açucarados ao invés de comer alimentos de verdade, tornam-se deficientes em muitos nutrientes importantes para a manutenção da boa saúde.

Alimentos que contêm calorias vazias, além de engordar, aumentam o risco de desenvolvimento de diversas doenças, tais como as cardiovasculares, o diabetes e o câncer.

Seu corpo, assim como seu veículo, é uma máquina. Cuidado com a qualidade do combustível que você coloca nele! Uma alimentação saudável proporciona maior qualidade de vida, viva melhor e por mais tempo!


Dicas de como consumir o mel no seu dia-a-dia

Muitos alimentos podem ser consumidos juntamente com o mel diariamente, aí vão algumas dicas:

1- Mel com castanha do Pará




Esta é uma combinação excepcional para a manutenção da nossa saúde, pois o mel com castanhas é um verdadeiro “mix” de vitaminas, minerais e moléculas antioxidantes. Vale destacar que a castanha do Pará é rica no mineral selênio, que é um poderoso antioxidante que protege as células do nosso corpo contra danos causados por radicais livres.

Estudos mostram que o mineral selênio protege contra o câncer de próstata. De acordo com o pesquisador James Brooks, professor de Urologia da Universidade de Stanford, na Califórnia, Estados Unidos, a falta do mineral selênio aumenta de quatro a cinco vezes o risco de câncer de próstata. (Clark, et al., 1998; Klein, et al., 2001).

Além disso, a ingestão do mineral selênio reduz o risco de desenvolvimento do câncer de mama, assim como auxilia no processo de recuperação de pacientes que já foram diagnosticados com câncer de mama. (Lubinski, et al., 2018; Vincet, et al., 2018).

Propriedades nutritivas da castanha do Pará:

- Proteínas e fibras.

- Minerais essenciais ao funcionamento do nosso organismo (cálcio, magnésio, ferro, cobre, zinco e selênio).

- Vitamina E (antioxidante) e vitamina B6 (importante em diversas reações bioquímicas que são essenciais para o bom funcionamento do nosso corpo).

- Ômega 3 e ômega 6: são ácidos graxos essenciais para o funcionamento dos nossos músculos, coração e cérebro.

- Ácidos fenólicos e flavonoides: moléculas antioxidantes (neutralizam radicais livres).

Consuma diariamente 2 a 3 castanhas com mel e tenha mais qualidade de vida, reduza o risco de desenvolver diversos tipos de doenças, tais como as doenças causadas por microrganismos (doenças infecciosas), doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas e o câncer (Cardoso, et al., 2017; Chunhieng, et. al., 2004; Yang, 2009). 

2- Banana com mel e aveia




Esta é uma ótima opção para o café da manhã, pois reúne as propriedades nutritivas do mel (carboidratos, aminoácidos, vitaminas, minerais e antioxidantes) com as da banana (carboidratos, antioxidantes, fitoesteróis, vitaminas e minerais) e as da aveia (proteínas, fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes).

Propriedades nutritivas da banana

- Antioxidantes: a banana contém flavonoides e ácidos fenólicos, os quais têm importante atividade antioxidante.

- Fitoesteróis: são moléculas que possuem a capacidade de reduzir o colesterol ruim, o LDL (Lipoproteína de baixa densidade).

- Vitaminas: a banana contém as vitamina C e E, que são importantes antioxidantes.

- Minerais: a banana é rica em potássio, o qual é muito importante no correto funcionamento dos nossos músculos (tanto dos músculos estriados esqueléticos, que permitem os nossos movimentos, quanto do músculo cardíaco) (Mathew & Negi, 2016; Septembre-Malaterre, et al., 2016; Singh, et al., 2016).

É importante ressaltar que o potássio presente na banana reduz a possibilidade de desenvolvimento de câimbras.

Propriedades nutritivas da aveia

Além de proteínas, a aveia contém:

- Fibras: a aveia contém beta-glucanos (polissacarídeos que não são digeridos pelo nosso organismo e, portanto, são chamados de fibras) os quais auxiliam no funcionamento intestinal.

- Vitaminas: a aveia contém as vitaminas B e E, as quais são importantes, respectivamente, em reações enzimáticas e atividades antioxidantes essenciais ao bom funcionamento do nosso organismo.

- Minerais: a aveia contém cálcio, ferro, magnésio, zinco, cobre e manganês, todos minerais nobres essenciais para diversas reações bioquímicas do nosso corpo.

- Antioxidantes: a aveia possui polifenóis (avenantramidas) com atividade antioxidante, os quais auxiliam na redução dos níveis de colesterol ruim, o LDL (Lipoproteína de baixa densidade). (Rasane, et al., 2015; Sang & Chu, 2016). 

3- Suco de limão com mel



O mel é um excelente adoçante do suco de limão!

O limão é uma fonte muito importante de moléculas antioxidantes (vitamina C, flavonoides e ácidos fenólicos), sendo, por isso, um forte aliado na redução do risco de doenças cardiovasculares e câncer. (Ledesma-Escobar, et al., 2018).

4- Suco de araçá-boi com mel




O mel é um excelente adoçante do suco de araçá-boi!

O araçá-boi (Eugenia stipitata) é uma fruta nativa da Amazônia colombiana e bem conhecida no Brasil.

Propriedades nutritivas do araçá-boi

- Carotenoides: o araçá-boi é rico em carotenoides, os quais são convertidos em vitamina A pelo nosso organismo. A vitamina A é muito importante para o bom funcionamento da nossa retina (sistema visual).

- Antioxidantes: o araçá-boi possui compostos fenólicos, os quais protegem as nossas células contra danos causados por radicais livres.

- Minerais: cálcio, fósforo, ferro, potássio, cobre.

- Vitaminas: além dos carotenoides, que são convertidos em vitamina A, o araçá-boi também contém as vitaminas C e B, as quais possuem função antioxidante e importância em reações bioquímicas, respectivamente. (Falcão, et al., 2000; Garzón, et  al., 2012).

Referências

1- Cardoso, B. R. et al. Brazil nuts: Nutritional composition, health benefits and safety aspects. Food Research International, 2017. 

2- Clark, L. C. et al. Decreased incidence of prostate cancer with selenium supplementation: results of a double-blind cancer prevention trial. British Journal of Urology, 1998.

3- Chunhieng, T. et al. Study of Selenium Distribution in the Protein Fractions of the Brazil Nut, Bertholletia excelsa. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2004.

4- Falcão, et al. Fenologia e produtividade do Araçá-Boi (Eugenia stipitata, MYRTACEAE) na amazônia central. Acta Amazonica, 2000.

5- Garzón, et al. Determination of Carotenoids, Total Phenolic Content, and Antioxidant Activity of Arazá (Eugenia stipitata McVaugh), an Amazonian Fruit. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2012. 

6- Klein, E. A. et al. Select: the next prostate cancer prevention trial. The Journal of Urology, 2001.

7- Ledesma-Escobar, et al. Targeted Analysis of the Concentration Changes of Phenolic Compounds in Persian Lime (Citrus latifolia) During Fruit Growth. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2018.

8- Lubinski, J. et al. Serum selenium levels predict survival after breast cancer. Breast Cancer Research and Treatment, 2018.

9- Mathew, N. S. & Negi, P. S. Traditional uses, Phytochemistry and Pharmacology of wild Banana (Musa acuminate Colla): A review. Journal of Ethnopharmacology, 2016.

10- Rasane, P. et al. Nutritional advantages of oats and opportunities for its processing as value added foods - a review. Journal of Food Science and Technology, 2015.

11- Sang, S. & Chu, Y. Whole grain oats, more than just a fiber: role of unique phytochemicals. Molecular Nutrition & Food Research, 2016.

12- Septembre-Malaterre, A. et al. Evaluation of nutritional and antioxidant properties of the tropical fruits banana, litchi, mango, papaya, passion fruit and pineapple cultivated in Réunion French Island. Food Chemistry, 2016.

13- Singh, B. et al. Bioactive compounds in banana and their associated health benefits – a review. Food Chemistry, 2016.

14- Vincet, M. et al. Selenium for preventing cancer (Review). The Cochrane Database of Systematic Reviews, 2018.

15- Yang, J. Brazil nuts and associated health benefits: A review. LWT- Food Science and Technology, 2009.


A cristalização do mel

A cristalização do mel (quando o mel se torna mais grosso e esbranquiçado) é um processo natural que ocorre devido a separação da glicose da frutose, formando cristais (Escuredo, et al., 2014; Flexner, 1884; Silva, et al., 2016).

Por que o mel cristaliza?

A cristalização do mel depende da quantidade de glicose e de água do mel.

Quanto maior a quantidade de glicose e de água do mel, mais facilmente o mesmo cristaliza. A quantidade de glicose do mel varia de acordo com a florada (o tipo de flor da qual foi coletado o néctar), que varia de acordo com a estação do ano. A quantidade de água do mel vai depender do quanto o mel foi desidratado pelas abelhas da colmeia. (Escuredo, et al., 2014; Flexner, 1884; Silva, et al., 2016).

A cristalização do mel é facilitada em baixas temperaturas, geralmente ocorre em 14ºC, e é menos provável em temperaturas acima de 25ºC. Mas por quê?

A glicose (responsável pela formação dos cristais) possui maior solubilidade em temperaturas mais elevadas (acima de 25ºC), e isso dificulta o processo de cristalização (Zaizuliana, et al., 2017).

Como armazenar o mel?

O mel deve ser armazenado em local seco, fresco, ao abrigo da luz e em temperatura ambiente.

Não guarde o seu mel na geladeira, pois, lembre-se, baixas temperaturas estimulam o processo de cristalização.

Como reverter o processo de cristalização?

Retire o produto da embalagem, coloque-o em uma vasilha metálica e aqueça-o na água a 45ºC (em fogo baixo) por 15 minutos. Este processo não altera as propriedades nutritivas e medicinais do mel.

Não aqueça o mel no micro-ondas, pois isso altera as propriedades nutritivas e medicinais do mel. 


Referências

1- Escuredo, O. et al. Contribution of botanical origin and sugar composition of honeys on the crystallization phenomenon. Food Chemistry, 2014.

2- Flexner, S. Crystallization of glucose in honey. Science, 1884.

3- Silva, P. M. et al. Honey: Chemical composition, stability and authenticity. Food Chemistry, 2016.

4- Zaizuliana, N. et al. Effect of storage conditions on the crystallisation behaviour of selected Malaysian honeys. International Food Research Journal, 2017.







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